Pois é...
20 anos da minha primeira queima da fitas em Coimbra... mas o que celebrei hoje ao almoço foram os 20 anos de namoro da que acabou por ser a minha mulher! Neste mês de queima celebram-se várias coisas... o dia da Mãe, o aniversário de namoro e o de casamento, este voltamos mais tarde para descrever o orgasmo gastronómico que está pensado.
Recordo o Jantar na Liga dos Combatentes (nada a relembrar no que diz respeito ao blog dada a "excelente" qualidade alimentar), a música do parque "Esta vida de marinheiro..", o primeiro beijo, e o dia seguinte e a incerteza!
Onde vamos almoçar? Como tem de ser rápido (relativamente), e temos o J. connosco, vamos levá-lo a um sítio que experimentei no outro dia: o João dos Leitões na Rua da Gala (uma transversal à loja do cidadão... sim... em letras pequenas em caricatura da posição do cidadão perante o estado).
Porquê este sitio? Poderiam existir várias explicações, mas a mais óbvia seria porque sim! Adoro leitão assado e aquele molho delicioso de pimenta e alho misturado com a gordura do leitão.
Já era cliente desta casa enquanto assador. É perto de casa, não tenho de ir a Mealhada de autoestrada para ir buscar um pitéu. Escolho sempre um pequenino de 4 kg... com a pele crocante... aí o colesterol...
Este restaurante é tudo (ou mais) do que eu esperava. Uma decoração simplista de muito bom gosto e um conjunto de empregadas simpáticas. Casa pequenina, mas de ambiente acolhedor com dois paneis gigantes com o santo da festa... Leitão... Para quem viu, foram finalistas das maravilhas da gastronomia.
Lá veio a dose por pessoa, que o J. pensava ser o dobro do preço do que lhe disse. Aqui está ele e venerem sua santidade....
Como sofreu tanto... devemos ter humildade para o tratar com sentimento...
Para beber nada melhor do que um bom espumante tinto. A escolha é pequena mas o Borlido tinto adequa-se a este almoço.
Provem a sobremesa da casa... um panelão de natas, fruta e bolacha.
No final ... 10 euros por pessoa, uma agradável surpresa!
Pedro
sexta-feira, 11 de maio de 2012
quinta-feira, 10 de maio de 2012
H3 new hamburgology
Há dias assim... depois de repasto cuidados nos dias anteriores, nada como abandalhar tudo e comer fast-food. Mas H3 é "Not so fast food", e ainda "Real food for Real people".
Lá fui mais a CG comer um lindo Hamburger H3. Para não variar pedi o "French", carne mal passada, e como cereja no topo, um naco de foie-gras grelhado. Este último comecei por pedir médio mas agora como macho carnívoro peço mal passado. As lindas 200 gr de carne grelhada com sal, fazem-me abrir o apetite mesmo sendo 11 da manhã! A completar o ramalhete cebola caramelizada e um molho com toques de frutos silvestres e ligeiramente adocicado. Enquanto escrevia, descobri na página deles que é uma redução de vinho do porto. O foie-gras dá-lhe um toque delicioso de uma gordura subtil que só ele poderia conferir.
A CG comeu o "Tuga" com molho à Portuguesa, louro e alho, com o belo do ovo estrelado a cavalo! Apesar de ser apelativo, sugiro que o peçam, mal passado, pois torna-se relativamente seco. Desculpem-me os criadores e apreciadores deste, mas não me enche as medidas (e a CG também não). Ela já provou também o "Cheese" e neste caso o queijo derretido por cima e a cebola confitada dá-lhe um outro toque.
Podem escolher como acompanhamento batata frita, boa, parecendo a caseira, mas tornando-se de vez em quando ligeiramente dura ao quebrar. Alternativa: arroz thai, mas para mim hamburger é com batata! Provem também o esparregado, rico e bem verdinho como manda a tradição.
Para acompanhar nada melhor que uma boa cerveja. No entanto, depois de ouvir maravilhas e estando num dia perfeitamente deprimido com o trabalho, pedi limonada. Bem ácida como deve ser e bem fresca... recomendo vivamente!
De facto, não fosse o ambiente do H3 um centro comercial com toda a confusão e rapidez dos almoços e seria no verdadeiro sentido da palavra: not for so fast "people"!
Pedro
Lá fui mais a CG comer um lindo Hamburger H3. Para não variar pedi o "French", carne mal passada, e como cereja no topo, um naco de foie-gras grelhado. Este último comecei por pedir médio mas agora como macho carnívoro peço mal passado. As lindas 200 gr de carne grelhada com sal, fazem-me abrir o apetite mesmo sendo 11 da manhã! A completar o ramalhete cebola caramelizada e um molho com toques de frutos silvestres e ligeiramente adocicado. Enquanto escrevia, descobri na página deles que é uma redução de vinho do porto. O foie-gras dá-lhe um toque delicioso de uma gordura subtil que só ele poderia conferir.
A CG comeu o "Tuga" com molho à Portuguesa, louro e alho, com o belo do ovo estrelado a cavalo! Apesar de ser apelativo, sugiro que o peçam, mal passado, pois torna-se relativamente seco. Desculpem-me os criadores e apreciadores deste, mas não me enche as medidas (e a CG também não). Ela já provou também o "Cheese" e neste caso o queijo derretido por cima e a cebola confitada dá-lhe um outro toque.
Podem escolher como acompanhamento batata frita, boa, parecendo a caseira, mas tornando-se de vez em quando ligeiramente dura ao quebrar. Alternativa: arroz thai, mas para mim hamburger é com batata! Provem também o esparregado, rico e bem verdinho como manda a tradição.
Para acompanhar nada melhor que uma boa cerveja. No entanto, depois de ouvir maravilhas e estando num dia perfeitamente deprimido com o trabalho, pedi limonada. Bem ácida como deve ser e bem fresca... recomendo vivamente!
De facto, não fosse o ambiente do H3 um centro comercial com toda a confusão e rapidez dos almoços e seria no verdadeiro sentido da palavra: not for so fast "people"!
Pedro
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Fangas, Mercearia & Bar
Será que as tradições gastronómicas têm sentido nos dias de hoje? Pela refeição de hoje penso que sim! Juntar amigos para uma deliciosa refeição continua a ser um prazer, e, por indicação do LP, o orgasmo gastronómico que tivemos hoje levou-me a escrever e criar este blog.
Um espaço exíguo que caso não estivesse nos roteiros não seria lembrado ou achado, o "Fangas, Mercearia & Bar" em Coimbra tem tudo para que um simples projecto, com refeições cuidadas e algumas tradicionais, tenha sucesso e que me leve a lá voltar.
Ambiente simples do tipo taberna tem como acolhedora recepcionista a dona (penso!), de amável simpatia, notando-se o prazer do que faz e defende o que tem. Uma cozinheira ciente do que sabe fazer com pratos apurados roçando a "novel cosine" mas mantendo a tradição portuguesa.
A nossa refeição começou com 4 lindos pratos regados com uma garrafa de Quinta de Soque tinto, que combinou na perfeição até ao doce final. Vejamos...
Começamos por "aquecer" as papilas com um set de azeitonas e cebolinhas tipo pickle muito bem temperadas. Numa acesa conversa sobre gengibre e efeitos de restaurante chinês (excessos de glutamatos e outros intensificadores de sabores), onde LP diz que não gosta de gengibre(!), a nossa afitriã confirmou-nos que para além do limão (que vi cascas) levava gengibre!
Depois passámos ao mais tradicional: alheira de caça grelhada, e uns lindos cogumelos recheado com queijo mole e um toque de ervas.
Duas variações nos chamaram à atenção... um lindo nabo recheado com chouriço e um pimento recheado com farinheira e queijo. O primeiro é claramente uma surpresa onde o aroma do nabo se mistura com o salgado e picante do chouriço.
No caso do pimento, o seu intenso sabor mascarou um pouco a farinheira, mas que não deixou de ser muito agradável.
O repasto continuou com umas batatas recheadas, uns tomates com bacon e a tradicional salada de grão. Todas muito bem temperadas.
Veredito... não conhecia mas tinham falado muito bem deste espaço. Recomendável? Sem dúvida!
Pedro
Um espaço exíguo que caso não estivesse nos roteiros não seria lembrado ou achado, o "Fangas, Mercearia & Bar" em Coimbra tem tudo para que um simples projecto, com refeições cuidadas e algumas tradicionais, tenha sucesso e que me leve a lá voltar.
Ambiente simples do tipo taberna tem como acolhedora recepcionista a dona (penso!), de amável simpatia, notando-se o prazer do que faz e defende o que tem. Uma cozinheira ciente do que sabe fazer com pratos apurados roçando a "novel cosine" mas mantendo a tradição portuguesa.
A nossa refeição começou com 4 lindos pratos regados com uma garrafa de Quinta de Soque tinto, que combinou na perfeição até ao doce final. Vejamos...
Começamos por "aquecer" as papilas com um set de azeitonas e cebolinhas tipo pickle muito bem temperadas. Numa acesa conversa sobre gengibre e efeitos de restaurante chinês (excessos de glutamatos e outros intensificadores de sabores), onde LP diz que não gosta de gengibre(!), a nossa afitriã confirmou-nos que para além do limão (que vi cascas) levava gengibre!
Depois passámos ao mais tradicional: alheira de caça grelhada, e uns lindos cogumelos recheado com queijo mole e um toque de ervas.
Duas variações nos chamaram à atenção... um lindo nabo recheado com chouriço e um pimento recheado com farinheira e queijo. O primeiro é claramente uma surpresa onde o aroma do nabo se mistura com o salgado e picante do chouriço.
No caso do pimento, o seu intenso sabor mascarou um pouco a farinheira, mas que não deixou de ser muito agradável.
O repasto continuou com umas batatas recheadas, uns tomates com bacon e a tradicional salada de grão. Todas muito bem temperadas.
Depois de muitos assuntos discutidos, mulheres, anões, cavalos, sindromas de doenças que aqui não podem ser referidos, concluímos com uma sobremesa que acabou por ser o último dos múltiplos orgasmos que tivemos... A bela sobremesa da casa
Um bolo de chocolate com ingredientes secretos e um topping de chocolate com liquores na cobertura de deixar KO as papilas gostativas. E no meu caso, sendo fã de moscatel de Setúbal, uma maçã assada com este néctar...
Veredito... não conhecia mas tinham falado muito bem deste espaço. Recomendável? Sem dúvida!
Pedro
domingo, 6 de maio de 2012
O Cabritino
Apesar de cada vez ser mais sensível aos sentimentos... sou carnívoro!
Depois desta minha breve descrição animalesca, voltamos aos sentimentos. No passado Domingo, dia da Mãe fomos celebrar! A muito custo (talvez pouco, depois de pensar bem), lá conseguimos tirar os papás de casa e irmos a um sitio especial. Tinha de ser especial: o dia da Mãe deve ser celebrado sem que estejam na cozinha! Devemos sempre celebrar sempre as que ainda cá estão, as que não estão, as que são por duas vezes (leia-se vóvo Tita) e as novitas... CG e FR.
Eu decidi! Vamos ser carnívoros e comer cabrito no Cabritino em Condeixa. A escolha foi um pouco propositada. Em primeiro, é perto de casa, depois tinha tido boas referências e finalmente era a Semana do Cabrito em Condeixa. Houve logo alguns comentários vindos de diversos quadrantes... "hummm ... cabrito assado pela Mamã em forno de lenha (ou gáz) fora de casa não é tão bom!". Lá fomos reservar no Sábado uma vez que poderia ser complicado. Ainda bem que o fizemos e antecipámos o almoço para as 12.30. Um atendimento excepcional: "meu nome é... e este é o meu irmão...", uma relação públicas fundamental para um restaurante de "aldeia" fechado 2 dias por semana e que vive do Domingo para sobreviver.
No Domingo rumá-mos a medo... Lá estava a nossa mesinha na antiga casa do padre contigua ao antigo posto da GNR onde a minha mãe cresceu, sendo filha do cabo da guarda.
Mas vamos ao que interessa: comida!
Mas vamos ao que interessa: comida!
Entradas. Um pratinho com quatro compartimentos, tipo taças fundidas, a testar a nossa capacidade de resistir ao chamamento do almoço. Das comuns azeitonas, paio a embrulhar queijo fresco, pequenos triângulos de melão com presunto terminando numas fora do comum fatias de "foie gras" (ou terrina, como lhe queiram chamar). Os pequenitos atacaram as tostas com manteiga barrada pelo Vovô J. e queijo fresco pelo Papá P.
Como é essencial, sopinha, lá pedimos para o J. o habitual creme de legumes que pareceu de muito boa qualidade regada com um fio de azeite.
No pedido achei muito interessante o empregado de um profissionalismo imaculado "Já escolheu o vinho?". Não, respondi eu, uma vez que para estes dias gosto de coisas especiais (caras!) como uma Quinta Bacalhôa tinto ou mesmo uma Cartuxa. Sugeriu-me provar o da casa. Da casa, pensei eu, e vendo a minha cara, "prove que é do Dão e vai muito bem com o cabrito". Ok... ficou a menos de três vezes do que eu pensava e degostamos duas garrafas e meia!
Após as nossas entradas, e começando a confusão do dia da Mãe, lá veio o principal da festa: cabrito. Para mim que adoro variar, pedi mão de cabrito grelhada que acabou por servir mais três. Um paladar delicioso de carne tenra muito bem temperado com limão e um trago de tempero que penso ser de pimenta. Acampanhado de umas migas transmontanas e uma batatinha nova grelhada com pele.
Para os restantes, e vão ver mais tarde também para mim, cabrito assado com grelos e batata assada. Nada de pedir cabrito em número de doses igual ao de pessoas. Também os empregados não deixavam.
Terminámos com uma belas sobremesas. Eu mantive-me tradicional e comi uma pêra bêbeda, os meus compinchas de refeição inovaram: escarpiada com gelado e gelados variados. Escarpiada é um doce típico de Condeixa: massa de pão envolvida em açucar e azeite fazendo uma calda deliciosa. Queixaram-se que estaria um pouco dura, mas devoram-na sem piedade! Podem perguntar, gelados? O que isso tem de inovador... os sabores: leite creme e arroz doce. Carregados de inovação e com um sabor delicados...
Voltaremos ao Cabritino? Só se não puder, e desta vez para provar outro pratos que nos chamaram à atenção!
sábado, 5 de maio de 2012
Nótula histórica
Uma pequena nota para o início do relato de um dos meus grandes prazers: Comer! Dado que o meu futuro como Investigador está a ficar cada vez mais longinquo, após 16 anos de dediciação à causa universitária (pelo menos nesta santa terra que se chama Portugal), resolvi dedicar alguns minutos do meu dia atarefado escrevendo sobre comida e experiências gastronómicas. Espero que gostem e vou tentar estar sempre com novas notícias e análise de alguns dos sítios que frequento. Prometo trazer notícias após o almoço!
Pedro
Pedro
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